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domingo, outubro 23, 2016

BRASILIANA A MENINA EM RIACE







PRÓLOGO


    "Do dia que nascemos e vivemos para o mundo nos falta uma costela que encontramos num segundo...""...e lá muito distante, despontar o amor sentiu..." Vicente Celestino.

   
                 Tirando por máxima as palavras do poeta, como posso esconder da sociedade a história de uma jovem brasileira levada para a Itália por sua mãe ainda muito pequena, e criada como uma verdadeira italianinha? De tão italiana a menina não se lembrava de sua origem latina, assim ela cresceu longe de tudo e todos. A família fazia questão de isolá-la das outras pessoas da cidade. Seu mundo era a sua família, os únicos modelos de mulher que ela tinha eram a mãe e as vizinhas, meia dúzia de velhas senhoras viúvas, desprovidas de qualquer vaidade; as vizinhas às vezes se assustavam quando a mãe lhe falava alguma coisa em português, a língua lhe parecia estranha e quase incompreensiva... Nunca ninguém imaginaria que aquela mulher tão italiana, no seu modo de agir com o marido, na verdade era brasileira, muitas vezes discriminada pelas más línguas da vizinhança, que falavam por trás: "Como pode o velho Victorio ir para o Brasil e voltar com uma mulher que mais parece sua neta e duas crianças de colo e ainda diz que os piccolos são seus filhos". Isso sempre deixava o velho muito zangado, por esse motivo deixou de ir à cidade para jogar com os amigos e tomar vinho no ritrovo. Essas coisas ofendiam o velho, que guardava um segredo sobre seu passado que jamais poderia falar. Por isso o velho saiu da cidade com sua família e foi morar em um pobre povoado, bem distante, onde ninguém o conhecia e nem se importava com a sua vida. Tudo que possuía o velho.    A menina crescia feliz ao lado da família. Era a garotinha do pai e sua mãe a tratava como uma princesa; o único irmão homem lhe dava todo o carinho e tinha tudo que queria, a mãe era dedicada e muito amiga, eram tão ligadas que ela não dormia sem o aconchego da mãe no primeiro sono, depois o pai a levava para a sua cama. Ele, um próspero serralheiro na pequena cidade de Riace, no sul da Itália na região da Calábria. A cidade, simples como todas as outras, tinha ruas estreitas, um portal, uma praça e três igrejas. Herdara do pai a devoção por São Nicolas, mas na verdade quando dos seus muitos apertos corria pra Nossa Senhora das Majores. Mesmo morando numa pobre comunidade rural, tem tudo do que precisa para ser feliz; da janela de sua casa de pedras pode ver os carneiros pastando nas colinas ao redor e avistar ao longe os inúmeros pomares das frondosas árvores de tangerina que apontam para o céu.
OBS:      Caros leitores o livro Brasiliana a menina em Riace já se encontra impresso e a venda. Por isso é que tenho colocado apenas o resumo dos capítulos.  Em breve colocarei o resumo do primeiro e do segundo capítulo. Espero que vocês se encantem pela história da pequena Gabriely.

A 1ª Eucaristia

                        
       Gabriely aos 11 anos se prepara durante meses para sua primeira comunhão. Muito católica a menina vai ao curso na igreja todos os domingos e fica ansiosa para receber a sua primeira eucaristia. Passa os dias sonhando e ensaiando em frente ao pequeno espelho. Sua mãe fez com as próprias mãos um lindo vestido de noiva. Comprou uma vela linda e decorou com flores do campo. No dia a mãe junto com as vizinhas fizeram um banquete e um bolo todo branquinho para a grande festa. O pai e o irmão estavam vestidos com seus ternos de domingo. O carro velho saiu do vilarejo explodindo e soltando fumaça. Engasgava mais que um bêbado comendo farofa. Chegaram na igreja e a garoa fina lavava a rua. As crianças já estavam na fila para entrarem na igreja e beijarem a mão do padre. Tudo pronto para a festa, mas o padre não aceitou que a menina entrasse na igreja... O pai brigou com o padre e a menina caiu no chão sujo de lama... A mãe chorava e o pai esbravejava e o padre os excomungava... Saiba por que lendo o livro Brasiliana a menina em Riace. Votam pra casa decepcionados e a menina triste, sem festa e sem saber por que tudo aquilo tinha acontecido. A mãe e o pai escondiam um grande segredo que os impedia de reagir a toda aquela injuria do padre e os moradores da cidade ficaram divididos entre o amigo bom e companheiro e as acusações do padre. Muitos viraram as costas para a família. Só uma única senhora resolveu ficar do lado deles e ela os acolhia e recebia em troca alimentos e companheiros na luta. O acontecimento dos últimos dias fez com que a família entrasse em um declínio e o infortúnio bateu a porta de leve. Logo colocarei o resumo do segundo capitulo aguardem. Deixe a sua opinião e comentário .

A ALEGRIA PASSAGEIRA


                  Aos onze anos a menina já trazia em sua inocência a pureza do mar que de longe sentia o cheiro   


      Aos onze anos a menina já trazia em sua inocência a pureza do mar que de longe sentia o cheiro. Quando seu pai a proíbe de continuar os estudos na cidade ela se ver obrigada a crescer para ajudar em casa. O seu pai se tornou um homem bruto e sempre preocupado. A mãe foi trabalhar na cidade como domestica. O irmão agora trabalha duro para ajudar em casa. As dificuldades só se acumulam. O velho cada vez mais luta pra esconder a menina de todos. Teme pelo dia que o seu grande segredo venha a tona. A Gabriely, sofre por ver seu sonho de estudar ir pelo ralo. Se tornou uma criança revoltada e atrevida. Sendo a cada dia mais obrigada a assumir a casa como dona. A mãe já quase não aparece e muitas vezes só manda o dinheiro para ajudar nas despesas e parece ter esquecido da filha.
Com a ajuda das vizinhas velhas que a tarde ficavam as portas conversando e ensinando a menina os afazeres de uma boa moça casadora. Esta crescendo e aprendendo a ser uma mocinha aplicada. Já sabe costurar, bordar e cozinha e aprende sozinha por ser muito curiosa. O pai a explora fazendo-a carregar água da fonte e pegar lenha para o forno da ferraria.

 O PRIMEIRO DIA DE AULA NA      CIDADE

         A tristeza nos olhos da menina era grande, não reclamava da decisão do pai, mas no fundo ela esperava que ele mudasse de ideia e que lhe fizesse uma surpresa chegando com a sua matrícula feita. Esperou todos os dias até começarem as aulas, ainda tinha esperança, na manhã do dia 1º de setembro, o inverno também estava começando. Acordou cedo como de costume, fez tudo muito rápido, vestiu o seu único vestido de flanela azul-marinho, já estava muito velho e um pouco curto, amarrou um lenço branco na cabeça, colocou o xale, que tinha ganho de sua antiga professora, calçou uma velha botina e uma meia de lã com um buraco em cada dedão e ficou ali na janela esperando a Latifah chegar, não tinha dito à amiga que seu pai não queria que ela continuasse a estudar. Quando de longe avistou a moça, chegando com o irmão para buscá-la, correu, pegou o seu livrinho de reza da primeira comunhão e o terço, colocou tudo dentro de uma bolsa surrada que ela usava para colocar o caderno, e acompanhou a amiga, não podia deixá-la chegar em sua casa para seu pai não perceber, queria sentir o gosto de ir à escola grande, queria ver as moças e rapazes entrarem na escola. Sabia que não ia poder entrar, mas iria à igreja, no caminho contaria tudo a Latifah, talvez conseguisse falar sem chorar...

A ISSO NÃO CHAMO INFÂNCIA


   

                   Na mata cheia de galhos secos e espinhos, a menina pisava descalça num tapete de folhas secas, que não machucavam os pés já calejados com aquelas tarefas duras do dia a dia.
Juntava varas secas, algumas quebrava com as mãos e o joelho, ia juntando num canto uma em cima da outra, no final pegou um cipó e amarrou em um feixe toda a lenha que tinha juntado. Depois saiu catando mais gravetos pequenos, procurava uns que tivessem alguma forma, de bicho ou que se parecessem com gente. Era assim que ela brincava, pegava pequenos gravetos que às vezes tinham forma de um boneco, com cabeça, tronco e braços, levava pra casa e nas horas vagas quando não tinha nada pra fazer, pegava uns pedacinhos de tecidos rasgados de alguma roupa velha do pai ou do irmão e fazia roupinhas, colocava lenço na cabeça das bonecas e assim por pouco tempo era uma menina como outra qualquer, com os mesmos sonhos e os desejos de um dia ter uma boneca de verdade. Sentada em uma pedra grande, brincava despreocupada, ouvia o canto dos poucos pássaros que resistiam aos dias indecisos do inverno. A tarde estava passando rápido, o vento frio vindo das colinas começava a soprar manso sem muita pretensão, o tempo começou a esmaecer e a brisa do mar com aquele cheiro de água salgada, lhe chegava as narinas, Gabriely havia saído de casa desprovida de qualquer agasalho, apenas um vestido de algodão velho e um avental surrado, sem sapatos... Sentiu o sopro gelado da brisa do mar lhe fazer cócegas nos braços, ela se arrepiou toda e passou as mãos nos braços, esfregando-os para se esquentar. Olhou o tempo fechando a cara por trás das montanhas. Levantou rápido, pegou os gravetos, colocou no bolso do avental os seus projetos de brinquedo, respirou fundo, pegou o lenço que trazia na cabeça e dobrou várias vezes fazendo uma almo-fadinha, jogou por sobre os ombros e pôs pesadamente o feixe por cima desse mesmo ombro, era muito pesado,machucava, mas ela já estava acostumada, não reclamava, pois sabia que se não fosse ela, quem faria o serviço? Seu irmão passava o dia todo trabalhando nas carvoarias, isso sim era serviço duro para um garoto de 13 anos, que passava o dia carregando toras de madeiras e enchendo os sacos de carvões recém-saídos do fogo; o irmão sempre chegava à noite todo sujo de fuligem e todo preto tingido pelo carvão, seu rosto era uma mistura de vermelho queimado do fogo e preto de tirna. Ela também tinha como obrigação levar o almoço para o irmão na carvoaria, às vezes subia as grandes montanhas fumegantes onde ficava toda aquela lenha enterrada e era queimada, deixando nuvens escuras e um cheiro sufocante de fumaça no ar...     
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